AI SPORTSANALYTICSDois 7-6, dois tie-breaks e um ponto de diferença no total: a semifinal de Wuhan ficou decidida no detalhe.

Um ponto. Essa foi a diferença entre Sonay Kartal e Jelena Ostapenko na semifinal de Wuhan: 88 a 87 no total de pontos disputados. O 2-0 no placar sugere conforto, mas a partida foi tudo menos isso — dois sets, dois 7-6, dois tie-breaks, e os dois desempates foram para Kartal.
O primeiro set foi um intercâmbio constante de quebras: três para cada lado. Kartal enfrentou 4 break points e salvou apenas 1; Ostapenko enfrentou 3 e não salvou nenhum. O saque de Ostapenko rendia aces — 7 no set, contra 1 de Kartal —, mas também falhas: 4 duplas faltas. Nos pontos de devolução, Ostapenko foi melhor, 26 a 24, e ainda assim o set escapou no desempate.
O segundo set repetiu o roteiro com menos quebras: uma para cada lado. Kartal foi mais firme sob pressão, salvando 3 dos 4 break points que enfrentou, enquanto Ostapenko perdeu a única chance de defesa que teve. Kartal não cometeu nenhuma dupla falta no set; Ostapenko cometeu 3. E, mais uma vez, o tie-break decidiu — outra vez para Kartal.
Os números finais contam uma história curiosa. Ostapenko venceu mais pontos com o primeiro saque, 35 a 33, e mais pontos de devolução, 40 a 35, além de disparar 9 aces contra apenas 1. Kartal, porém, foi superior nos pontos totais de saque, 53 a 47, salvou 4 dos 8 break points que enfrentou — a rival salvou 0 dos 4 — e fechou com 14 games contra 12. As 7 duplas faltas de Ostapenko, contra 2, pesaram nos momentos decisivos.
Dois tie-breaks, duas vitórias. Em partida decidida por um ponto, Kartal foi quem segurou a pressão quando o placar apertou.
TênisPrimeiro set no tiebreak, segundo em disparada: sete aces, três quebras convertidas e 72 pontos contra 61 para Ostapenko nas quartas de Wuhan.